"O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte. Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo. E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida. Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido. Pois o prazer não é de se brincar com ele. Ele é nós."
C. Lispector.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
"sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você, ou apenas aquilo que eu queria ver em você,
eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim,
até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que, no fundo, sempre no fundo,
talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?"
eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim,
até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que, no fundo, sempre no fundo,
talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?"
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