"Acho que sempre fui boa com palavras. Na minha profissão é tão importante descrever
o que estou fazendo tanto quanto fazer o que faço. Quando dizer o quê, quais palavras usar. Alguns caras odeiam ouvir certos termos. Eles não suportam movimentos específicos e não conseguem viver sem outros. É parte do meu trabalho
saber onde colocar minha mão, meus lábios, minha língua, minha perna e até meus pensamentos. Que tipo de pressão, por quanto tempo, quando parar. Posso ser
seu primeiro beijo ou uma foto da Playboy que ele achou quando tinha nove anos. Sou sua secretária ou sua filha? Talvez a professora de matemática que ele sempre odiou. Só o que sei é que se eu fizer o certo, posso me tornar a fantasia do seu sonho vivo que respira. E, então, posso realmente...desaparecer."
quinta-feira, 28 de julho de 2011
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