domingo, 24 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
“Não existe meio termo para aeroportos: ou são tristes demais, ou são felizes demais. Nunca é meio-feliz ou meio-triste. Aeroportos simbolizam a chegada do sorriso ou a partida dele, entende? Já vi muita gente sair por aquela porta de desembarque, cuspindo alegria e cheios de abraços confortantes, assim como já vi muita gente entrar pela mesma porta, carregados de lágrimas e saudade. Acho que ninguém nunca havia parado pra pensar em algo tão idiota, mas ontem, a caminho do aeroporto, eu parei. Era madrugada, mas o céu já estava sofrendo a sua metamorfose radiante, mudando do negro escuro pro laranja ácido. O voo estava marcado pras 6:15 da manhã. Seis hora e quinze minutos levariam um pedaço do meu coração. Nunca tinha odiado tanto um aeroporto quanto aquele instante. Nunca, em todas as histórias que já passei nesse lugar onde aviões decolam e aterrizam, me senti tão quebrada por dentro. É isso: aviões nunca descolam sem aterrizar, assim como não aterrizam sem uma hora decolar outra vez. Meu coração trincava a cada barulho de turbina que se ouvia naquele lugar. As lágrimas saltavam dos meus olhos a cada vez que os alto-falantes citavam que era a-ultima-chamada-pro-voo-5996, embarque imediato. Imediatamente o chão de abriu. Malas e mais malas eram depositadas naquela esteira infinita, enquanto tudo o que se ouvia era o eco corrosivo pelos corredores lotados. Tanta gente. Tantas famílias, histórias, pressa e calmaria em um mesmo tom. Pessoas ansiosas pra voltar pra casa; pessoas tristes ao sair dela. Pessoas se despedindo com data pra voltar; pessoas sem data pra voltar ao se despedir. Pessoas que vieram passar as férias na minha cidade; outras que cansaram de passar as férias aqui. Check-ins realizados, sonhos ainda inacabados, hora de partir. Aeroportos - lotados ou vazios - nunca são cem por cento tristes assim. Enquanto uma mãe chora porque a filha vai fazer faculdade em uma cidade distante, outra sorri porque o filho voltou da viajem de formatura. São em aeroportos que os abraços mais calosos são dados, assim como os beijos mais cheios de desejo. E tudo é cinza demais ou colorido demais. Eles podem levar o seu coração embora. Ou podem devolvê-lo a você.”
“Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e
não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro.
Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que
fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu
desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que
não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem
água. E ainda assim, é a única sombra e
água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar
inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo?
Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me
cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil
de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada
uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu
nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de
você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me
manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz
parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito
que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações.
Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do
meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de
deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser
estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar
de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.”
"Eu queria ser o seu motivo. De quê? Ah, de
qualquer coisa. O motivo da sua fuga, da sua volta, do seu desespero, das suas
dúvidas, dos seus calafrios e arrepios, dos suspiros fundos de olhos fechados,
dos dias em silêncio perdendo para a saudade, do ódio repentino, do querer
desenfreado… Qualquer coisa, meu bem, mas que me fizesse morar em alguma parte
tua."
"Será que alguma vez você parou pra pensar que
enquanto sofre e perde tanto tempo dando o seu melhor a uma pessoa que
não te faz bem, você pode ser o motivo das lágrimas de alguém que faria
tudo por você? Já parou pra pensar que enquanto você cria planos
intermináveis de fuga alimentando sua vontade insaciável de sumir, pra
fazer quem não se importa notar, você pode ser todo dia o motivo da
saudade de alguém? Alguma vez você parou
pra refletir que enquanto você se destruía por alguém não ter
respondido suas palavras mais sinceras, você mudaria o dia de alguém com
um simplório bom dia? Já parou pra pensar que você pode ter ido dormir
chorando por alguém, enquanto outra pessoa se estremeceria com um
decorado boa noite? Já pensou que enquanto você continua indo atrás de
quem não te espera, alguém correria por você mesmo que tu estivesse indo
na direção errada só pra te trazer de volta? Será que é muito difícil
perceber que algumas pessoas querem te empurrar a culpa enquanto alguém
te pediria perdão mesmo que a razão não fosse sua só pra te ver bem?
Talvez seja a hora de usar os pontos, e começar a valorizar quem te
coloca na mesinha do centro, não no fundo da gaveta."
domingo, 17 de fevereiro de 2013
“Eu queria pedir pra ele ficar, mas não o fiz. Lembrei que uma vez me disseram que quando alguém te ama de verdade, esse alguém fica. Fica do seu lado, na sua vida, fica com você. Fica sem que você tenha que pedir, implorar ou choramingar por isso. Quem te ama, acredito eu, não vai embora. Permanece.”
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
"Vai, não finge que não percebeu. Foi mais que carnaval e momento. Você tem o encaixe perfeito das minhas mãos e não abriu mão de provar isso. O que fez um cara como você notar uma garota como eu não foi coincidência, não. Tantas diversões fáceis e seu interesse pela menina fria e calada que não gosta de axé em pleno trio elétrico. Tanta beleza para você reparar naquela eterna insatisfeita da estética. É, não finge que não viu. Eu percebi o tom de voz dos seus amigos. Não vem dizer que também não sentiu. Que não fez falta meu jeito desajeitado de não saber beijar, minha frieza por não saber me apegar."
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
"E você acha que tá demonstrando muito seu sentimento e promete pra si mesma "Vou ser um pouco mais fria com ele" Por medo dele enjoar de você, ou pelo fato do que todos dizem "Quanto mais você pisa, mais eles gostam" Mas ai você o vê, e não consegue fazer nada do que pensou em fazer, você continua fofa, abraça ele forte toda hora, paparica ele! Isso é amor, não conseguir mentir pra si mesma, se você ama, você demonstra! Não adiantar mudar isso!"
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
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