segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"Analiso as coisas minuciosamente. Nunca me exalto.
Não me sinto ofendida facilmente. Penso sempre muito bem antes de agir.
Nunca respondo perguntas que possam me comprometer.
Não gosto muito de calor. Não choro, ou pelo menos nunca em público.
Procuro adaptar a minha personalidade a cada pessoa que conheço, para um melhor relacionamento e interação.
Daqui 10 anos vou lembrar de coisas que você já esqueceu.
Eu nunca perco.
Você entenderá.
Não esqueci, não esquecerei e me vingarei.
Quando não se trata de vingança são negócios;
Quando não são negócios é diversão.
Eu nunca perco.
Na hora certa você vai entender.
Sou fria e calculista,
e pra mim isso tudo não passa de um jogo de xadrez, onde eu já previ os próximos 25 lances."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Respirava sua existência 24 horas e um dia, um grande lindo dia, me libertei desse balão de oxigênio e não fiz nenhum esforço. E te deixei em paz, mas me dá vontade de te contar sobre tanta, tanta coisa que é melhor não te contar. Você foi um pouco de cada coisa, um misto que pode se dizer, bipolaridade, com um jeito tão arrogante, tão diferente de todos que eu realmente colocaria fé. Mas que eu acho, hoje, agora, que chegou ao fim. Vou tremer quando você me ligar, quando eu escutar seu nome, isso é normal, no começo, sentirei a falta do grande ar, da respiração, mas usarei balões de oxigênio de outro tipo, de outras pessoas, não uso mais o seu."

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"(...) O que é imenso é estreito. O que é infinito fecha. Até o oceano tem becos e ruas sem saída. Até o oceano. Sua esperança não diminui a covardia. Quer um conselho? Finge que a dor que sente é a minha para entreter sua dor. Saudades ficam violentas quando mudamos de endereço. Saudades ficam insuportáveis quando mudamos de sentido.

Não serei vizinho de seu sobrenome. Seus nomes esperam um único nome que ficou para trás. Você não desencarnou, não se encarnou, deixou sua carne parada nas leituras. Morrer é continuar o que não foi vivido. Vai me continuar sem saber. Você foi covarde. Com sua ternura pálida, seu medo de tudo, sua polidez em cumprir as promessas. Você não aprendeu a mentir. Tampouco aprendeu a dizer a verdade. O dia está escuro e não soprarei a luz ao seu lado. O dia está lento e não haverá movimento nas ruas. Você não revidou nenhuma das agressões, não revidará mais essa. Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais comovida. A mais sincera. A mais dolorida. O que me atormenta é que sou capaz de amar sua covardia. Foi o que restou de você em mim".
"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece."

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Sim, eu estou cansado. Não, eu não aguento mais machucar meu coração. Não suporto mais me decepcionar com as pessoas, descobrir que elas não gostavam de mim ou que elas não gostavam sequer delas mesmas. Tem sido difícil dormir e acordar no mesmo pesadelo por repetidas vezes. Já sinto vergonha de contar ao meu coração que me apaixonei de novo. Já não sei mais com que cara e de que jeito contar aos amigos que não deu certo mais uma vez. Será que já não gastei toda a minha cota de desilusões pelas próximas dez encarnações? Alguém aí que comanda esse mundo: deve ser a vez de outra pessoa sofrer, não? Na próxima, me pula, por favor. Já não consigo mais me despedir de beijos, ter que apagar telefones, e encontrar tanta gente no mundo que quer tudo, menos viver um amor. Será que o problema sou eu? É tanta pancada que eu já chego a duvidar de mim. Mas não deve ser, ou eu não estaria preocupado com isso, eu não me importaria.
Eu só peço para não perder a esperança, para não deixar de acreditar. E eu peço também para não me iludir tão fácil. Não, eu não posso mais me entregar tão fácil, eu preciso entender que existem pessoas especialmente canalhas no mundo, gente capaz de tudo e que não se importa com nada, muito menos comigo. Então, um último pedido de um coração cansado, por favor, não me leve para sua vida se eu não vou poder ficar, não me leve para a sua casa se eu vou ter que arrumar o lençol para você receber o próximo, não seja carinhoso comigo, se não consegue segurar essa máscara até o final. Me diga a verdade, me mostre quem é você. Não que eu queira alguém perfeito, mas eu preciso saber se eu aguento o seu defeito. Então, sem truques, somos todos adultos, ou é hora de começarmos a ser. Se quer só se aproveitar de mim, me avisa, quem sabe eu não aceito? "
"Não importa quão grande seja a tormenta desde que o semblante seja sempre calmaria. Foi isso que me mandaram fazer, tô obedecendo, poxa. Todos os dias a saudade arrasa comigo e por fora, sorrio à La Monalisa, ninguém gosta de quem sofre, chora, reclama, é preciso ter fé, sorrir e disfarçar o quanto ainda preciso de ti. Tenho conseguido, quem me vê assim: salto alto, maquiada nem percebe a dificuldade que é manter toda essa pose de mulher desapegada e resolvida. Disseram uma vez que quanto mais você abre mão de algo, mais a vida te devolve esse algo, então tenho repetido inúmeras vezes que eu não te quero, que eu não te amo e que você pode ser feliz em outra vizinhança. Mas, os dias passam e nada do telefone tocar, de uma carta chegar, nada de nada. O inconsciente despreza a minha espera e eu sonho, de todas as maneiras, eu sonho: que você voltou, morreu, mudou, casou, que a gente se amou. A sua falta comprime o estômago, sufoca o peito, eu sinto um nó na garganta e para todos os lugares onde eu vou, você está lá. Quando acredito que acabou e finalmente estou livre de você, uma lembrança remota me inunda de emoções gostosas de sentir, é como se no fundo eu ainda fizesse a mesma escolha todos os dias. Tenho repetido: calm down, girl, everything passes and love doesn’t die, not yet. E como fez Caio F. colo um papel no espelho: eu te amo! É pra mim mesma. Pra ver se lá no fundo, aquela coisinha besta chamada fé ressurge em mim e eu consiga ter paz pra continuar a luta diária de esquecer quem me fez bem, me fez crescer, me fez amar, me fez descobrir outras maneiras de mostrar esse amor. "

domingo, 12 de setembro de 2010

"Os porta-retratos estão vazios até hoje. Talvez tenha sido minha maneira inconsciente de marcar a sua ausência aqui fora como ela significava aqui dentro. O painel de fotos também está sem fotos – suas, minhas, ou de quem quer que seja. Eu tirei porque estava cansada delas. Porque ficaram buracos quando tirei as nossas fotos. E também porque a minha vida não seria mais a mesma sem você. O estranho é que até hoje eu não sei o que é a minha vida sem você. Ela continuou, e eu não estou triste já faz um bom tempo, mas ainda não encontrei as fotos para os porta-retratos e os painéis. E olha que tenho muitas fotos novas, além das antigas, você sabe que eu adoro fotos. Eu não sou mais a mesma, é verdade, mas ainda não sei o que me tornei. Eu não vi mais o seu painel de fotos ou os seus porta-retratos. Eles se foram com você. Mas posso arriscar dizer que não estão vazios como os meus. Você arrumou eles de novo, assim como arrumou a sua vida. Você cresceu. Foi o que eu senti da última vez que ouvi sua voz e você me contou como estava tudo. Você estava tranqüilo, como fica quando está bem. Cansado, mas feliz. O mesmo, mas outra pessoa. Às vezes eu fico pensando sobre o que de mim ficou em você. Eu imagino que não sejam buracos em painéis de fotos nem porta-retratos. E também sei que não provoquei raiva a ponto de você jogar fora as cartas e as outras lembranças. Então o que eu me tornei pra você? Um equívoco? Uma lembrança simpática com a qual você não se identifica mais? Ou será que consegui me inscrever de maneira definitiva na sua história, de forma que você não quer nem conseguiria apagar, como você na minha? A minha casa continua de pernas pro ar, como a minha vida. Como se eu tivesse começado alguma coisa e parado no meio de caminho, e eu realmente parei. Sem saber por onde seguir, eu fui andando a esmo e evitando todos os espelhos que encontrei. E agora eu tenho muito medo de olhar. E de seguir em frente. Mas você me diz que as coisas vão ficar bem, e eu acredito. Agora só falta acreditar em mim." K.V

"Se sua partida é mesmo inevitável, se seu sonho é mesmo indispensável, se sua vida é mesmo impenetrável, vá logo de uma vez. Não permita que eu me apegue e faça planos, não me deixe crer no que não há verdade. Vá antes de borrar minha maquiagem, ferir minha coragem, antes que eu jogue meus instintos de sobrevivência definitivamente pela janela do prédio como se não me importassem mais sentimentos próprios. Não provoque meus medos, não confunda meu discernimento e não destrua meu equilíbrio. Apenas vá. Leve tudo o que é seu para que a lembrança não perfure meu sorriso cheio de lágrimas."

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

' Eu quero correr. Correr do mundo, correr das obrigações, correr de você. Quero me libertar da vontade de te dar um beijo, do desejo de passar horas deitada com você, das lembranças que me machucam o tempo inteiro. Eu quero correr. Mas todas as estradas me levam para o mesmo caminho. Minha bússola é meu coração, e ela perdeu a noção das direções, passando a apontar sempre para o mesmo lado:o seu. '

domingo, 18 de julho de 2010

"Quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso."

terça-feira, 6 de julho de 2010

Essa carta nunca vai chegar até você, friend.

Não sei se você se importa...acho que não, mas depois de te falar essas coisas, eu também não vou me importar com a situação. É que eu preciso por um ponto nesse sentimento de perda que estou sentindo.
O que eu perdi? Perdi nós dois. Não sei se você percebeu, mas o nosso conceito de "nós" mudou muito esses tempos... Sinto uma falta extrema dos seus cuidados. Não vou ficar remoendo coisas...Você tem boa memória e sabe do que estou falando, do que sua amizade representa(va) para mim. Mas sabe, há limites na vida, e eu cheguei no meu. Exaustão, decepção, amadurecimento, uma mistura de tudo...Percebi coisas agora que pareciam adormecidas...
Eu sempre fiz o que estava ao meu alcance para que nossa amizade ficasse intacta, ou durasse, ou sobrevivesse e reconhecer todo esse esforço foi o que me fez vir aqui e dar meu grito final. "grito", porque é o que as pessoas fazem quando estão com medo e"final" é quando elas vêem que isso não é mais necessário e está na hora de crescer. Então, eu grito: "Faça o que quiser!". Não eu eu seja indiferente, mas tenho me amado de uma forma que tenho quisto meus bem-estar, e para isso um dos passos é priorizar pelo que sofrer, pelo que sentir saudades...e decidi (não sem dor) que sofrer por um "nós" que não existe mais, deve acabar em mim...
É isso, minha consciência fica tranquila, aliás, mais tranquila ainda, porque sei dos meus valores e sei que fui uma amiga que pouquíssimos seres humanos mereciam ter.

Com a habitual ternura de amiga...
Luise.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

“Que merda. De que vale tudo isso? Quanto vale a minha vida? ‘Já conheço os passos dessa estrada e sei que não vai dar em nada.’ Rigel está de novo em prantos. E ele tem todo o direito de chorar. Ele tem todo o direito do mundo de bater com a cabeça na parede. Quanta do um homem suporta? Quanto um coração agüenta de sofrimento? Dá para morrer de amor? (...) Você sabe o que é perder? Sabe. Não há quem não saiba o que é perder. Depositar tanto sonho em algo. Sonhar é tão trabalhoso. Imaginar um mundo de felicidades sem fim. Lotado de paixão e sensualidade. Passear com seu grande amor. O amor de sua vida para sempre. E esse amor vai ser pra sempre lindo e charmoso. Irá dizer coisas espirituosas para você no balcão de um bar cool. E quando chover de repente, e você pensar em correr, o amor de sua vida – que é lindo, culto, corajoso – dirá que quem corre da chuva é rato e que nós somos homens, somos fortes e invencíveis. O amor entupindo as veias de fé e imortalidade. Nós já nos conhecemos desde outra encarnação e vamos nos amar para toda a vida celestial e eterna. Uma eternidade sem fim. Não, não há morte. Ficaremos paras sempre juntos. (...) E não há paisagem que seja mais linda do que o rosto do seu amor. Não há pôr-do-sol que valha desviar seu olhar do dela. Eu te amo. Eu também te amo. Eu te amo mais. Impossível. Eu te amo o mundo. Eu te amo o universo. Te amo tudo aquilo que não conhecemos. E eu te amo antes que tudo o que nós não conhecemos existisse. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo mais do que a mim.
‘Já conheço os passos dessa estrada’... E, mesmo assim, estarei sempre pronto para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida. Direi. ‘Vou colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto a maltratar meu coração’.
Rigel chora. É um marmanjo chorando sozinho, sem conseguir tomar banho. Não! Preciso reagir. O que eu tenho, afinal? Saudades. Eu tenho saudades.”

F.Y

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quase..
Eu quase consegui abraçar alguém hoje. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente.
hoje eu ri tanto no almoço, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma piada sobre doidos muito engraçada. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo.
Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dela. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente.
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."

Márcia Queiroz

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Eu quero entrar em você.


"Eu quero entrar em você. Não importa a via, física ou incorpórea. Mas é imprescindível que eu entre. Não importa o custo. Eu preciso estar em você profundamente, uterina, latente, subreptiliana, umbilical.
Amor? Ah, não. Não pense que é amor. Talvez um subgênero da paixão, aquela que nos inspira e consome, afinal, estou aqui e escrevo a você pedaços de mim esperando que possa absorvê-los numa osmose intelectual. Só pode ser paixão. Mas também não me tome por uma apaixonada no sentido clássico: aquela que irá render-lhe homenagem, trazer presentes, jogar o casaco por cima da poça de lama e vê-la passar com frieza por sobre o seu orgulho. Ah, não. Não há nada de nobre ou generoso na minha paixão. Ela é essencialmente destrutiva. Uma paixão matadora. O único tipo que vale a pena.
Eu preciso destruí-la para compreendê-la. Que piada! Devore-me, só assim poderei decifrá-la. E talvez nem assim chegue a tanto. Devo destruí-la porque a idolatro. Porque simplesmente não a suporto. Porque você tem a genética ao seu lado e a fortuita combinação dos gametas dos seus pais construiu em você a beleza perfeita, sem pretensão nem disfarce, inconsciente de si própria. Porque a seqüência de eventos infelizes na sua curta vida a dotou de uma bagagem psicológica que faria inveja a qualquer personagem fictício. E você é real. Mal consigo crer, mas é. Sua complexidade me entorpece.Qualquer um adoraria contar uma história sobre você. Eu mesma contei várias. Devo contar esta última.
É por isso que quero entrar em você. Aí dentro deve ser o lugar mais louco do mundo. Preciso fazer parte de você como ninguém mais. Como ninguém quis, soube ou se atreveu. Preciso alcançá-la. Que seja por meio de um beijo roubado, um tapa na cara ou um segredo seu que eu conheça por não ser óbvio – algo absurdo o bastante para abalar o seu ritmo cardíaco. Sim. Um choque contra o seu pedestal. Um abalo sísmico na terra onde você é rainha. Algo que eu tenha e de que você precise. Ou algo que eu tenha e lhe empurre goela abaixo e você não saiba regurgitar. De um jeito que viole tudo o que você é – ah, sim: é fundamental que você se sinta violada. De que outra forma eu poderia legitimar minha invasão?
Quero habitar o que você é, chamá-la de meu mundo e governá-la. Sim, governá-la; para tudo o que é selvagem há um adestrador. Eu quero domá-la. Ser fálica com você. Dizer que não vai doer, mas forçar o caminho entre suas pernas e lamber seu choro. Deixar marcas dos meus dedos nas suas nádegas e uma vermelhidão de roçar no seu rosto. Não soluce, ou eu vou gozar antes da hora. E quando o gozo vier eu serei você. Terei espirrado o pior de mim no melhor de você. Terei arruinado sua beleza, feito da sua pureza uma simples pretensão, um sonho enojante e suburbano; terei definido a fogo minha presença em seus pesadelos, em seus desejos mais simples, em tudo o que sair da sua boca e das suas artes, nos seus versos e olás, na sua prosa e nos seus adeuses. Terei enxertado o que sou em você, um caule partido. O seu broto eu levarei comigo.

Assim eu serei um pouco do que você é, e você um pouco de mim, irremediável ironia, goste ou não. Mas goste um tantinho, sempre. Sei que vai. E nunca mais olharei para você. Será parecida demais comigo."
Camila Fernandes

segunda-feira, 22 de março de 2010

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira."

quinta-feira, 18 de março de 2010

-"O desejo te ouvir tua voz é tão grande, que ouço meu celular tocar a todo momento - como agora."
-"acabo de me lembrar que você vai sumir pra sempre."
-"Preciso TANTO aproveitar você"
-"dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo(a), mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER. "
-"Eu to com saudade de você, e sentir saudade de alguém que se vê todos os dias é pior do que sentir saudade de alguém que não se vê há anos."
-"quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente"
-"Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto."
-"Mas estou aqui, continuo aqui não sei até quando, e quando e se você quiser, precisar, dê um toque. Te quero imensamente bem, fico pensando se dizendo assim, quem sabe, de repente você até acredita. Acredite."
-"Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina."

terça-feira, 9 de março de 2010


Me dê esperanças, por favor.

domingo, 7 de março de 2010

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar."

quarta-feira, 3 de março de 2010


Letter to God...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Não me chaama de meu bem, eu não sou seu bem, porque bem, a gente não esnoba, não joga pela janela, não despreza. Eu sou seu mal, seu veneno. Eu não nasci pra me esconder. Mas pra me exibir, brilhar, feito purpurina.

Eu sou movimento a ausência de rotina.

domingo, 14 de fevereiro de 2010


"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


Quem precisa de olhos com um sorriso desses?
(não tinha foto do seu sorriso, coloquei um qualquer)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Como deixar a única coisa que quero ter? Perdoe a urgência, mas apresse-se!" PLEASE!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Guarda no coração porque ainda não existe borracha"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre, também gosto de ser contrariada.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Então, ligou pra ele e disse para vir buscar tudo o que tinha esquecido na sua casa.
Hora depois ele apareceu, saiu com varias sacolas. Dentro dessas sacolas tinham roupas e objetos esquecidos.
A menina, que era amiga dos dois disse:
-Ela não vai colocar tudo nas sacolas, é obvio que vai deixar alguma coisa porque sabe que não acabou.
O amigo comentou:
-Vai sim, cada coisa.
Ele chegou na casa do amigo e disse que estava tudo la, nada havia ficado, cada peça esquecida, cada roupa.
E, com lagrimas nos olhos disse:
Ela colocou tudo, só esqueceu de uma coisa...o pedaço do meu coração que eu a entreguei mas eu não quero de volta.
Depois de um mês, procurando por algo, foi olhar naquelas calças que desde então estavam na sacola e dentro de um dos bolsos encontrou um bilhete deixado por ela, exatamente igual ao que ele havia dito para os amigos no dia que foi pegar suas coisas:
“Coloquei tudo ai, não esqueci nem sequer uma peça, você levou tudo. Mas esqueceu de devolver o pedaço do meu coração que eu te dei, porém, eu não o quero de volta, deu está dado, é seu, um beijo, cuide-se bem”