Não sei se você se importa...acho que não, mas depois de te falar essas coisas, eu também não vou me importar com a situação. É que eu preciso por um ponto nesse sentimento de perda que estou sentindo.
O que eu perdi? Perdi nós dois. Não sei se você percebeu, mas o nosso conceito de "nós" mudou muito esses tempos... Sinto uma falta extrema dos seus cuidados. Não vou ficar remoendo coisas...Você tem boa memória e sabe do que estou falando, do que sua amizade representa(va) para mim. Mas sabe, há limites na vida, e eu cheguei no meu. Exaustão, decepção, amadurecimento, uma mistura de tudo...Percebi coisas agora que pareciam adormecidas...
Eu sempre fiz o que estava ao meu alcance para que nossa amizade ficasse intacta, ou durasse, ou sobrevivesse e reconhecer todo esse esforço foi o que me fez vir aqui e dar meu grito final. "grito", porque é o que as pessoas fazem quando estão com medo e"final" é quando elas vêem que isso não é mais necessário e está na hora de crescer. Então, eu grito: "Faça o que quiser!". Não eu eu seja indiferente, mas tenho me amado de uma forma que tenho quisto meus bem-estar, e para isso um dos passos é priorizar pelo que sofrer, pelo que sentir saudades...e decidi (não sem dor) que sofrer por um "nós" que não existe mais, deve acabar em mim...
É isso, minha consciência fica tranquila, aliás, mais tranquila ainda, porque sei dos meus valores e sei que fui uma amiga que pouquíssimos seres humanos mereciam ter.
Com a habitual ternura de amiga...
Luise.
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