quarta-feira, 7 de setembro de 2011
"Ama-me novamente, mesmo que eu te pareça demasiadamente intensa, desconexa, inexata, insensata, áspera demais, suave demais. Ama-me, pois quando jogarmos nossas redes ao mar quaisquer adjetivos estarão submersos, e engolidos pelos peixes, e enredados pelas águas, e enterrados, como tesouros às avessas, e então seremos nós, dois, crus, nus, sem estilística, sem léxico, sem sintaxe, sem nomes. Tu me chamarás como só tu sabes, com o nome pelo qual tu me rebatizaste e que só tu conheces, e abrirás minhas portas secretas, novamente, com a chave que portas contigo. "
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