quarta-feira, 3 de julho de 2013

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'Abri os olhos e pensei 'estou com ele'. Nunca tinha parado para pensar o quanto isso importa: estar. É no presente, meu Deus! E espero que se estenda até o futuro. Mesmo que, de vez em quando, a gente canse de correr, canse de tentar e canse de se importar, a gente nao cansa de estar. Nunca me peguei querendo-o distante. As vezes me bate um cansaço, uma preguiça danada de continuar, mas eu penso que nao posso ser sem ele. Ele é meu ser, meu estar, meu querer, bem-querer. Ele é todo meu verbo conjugado no passado, presente e no futuro. Meu sonhar, meu viver, meu sorrir. Às vezes meu chorar, meu doer e meu cair. Mas, depois, ele chega sem palavra alguma, verbo algum, sem pausas e acentos, só no silencio... E me ganha inteira com o olhar. Num instante vira o meu perdoar. Ele é meu viver quando me pega pela mão, meu morrer quando me tira o folego, meu calar quando me fala baixinho ao pé do ouvido, meu gritar quando me puxa pela cintura de repente. Ele é a minha vida... E olha que isso nem é verbo.'

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